quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

...P-a-s......s-a...

Ouvi alguém dizer hoje que a vida é uma roda gigante, podemos estar muito por cima, e pouco tempo depois, estar muito lá embaixo.


Bom, isso é verdade.

Lembranças

Enquanto andava na rua escura, ao chegar perto de uma sorveteria, viu duas garotinhas subindo as escadas juntas, enquanto a mãe seguia atrás. Que sabor será que elas iriam pedir? Chocolate provavelmente.

Lembrou-se de quando era pequeno, de alguns momentos felizes que vivera. Ele era tão ingênuo, mas tão feliz. Tão sorridente. Será que toda a infelicidade estava guardada para ele desde aquela época? Que semente havia dentro dele que ele ainda não descobrira?
Mas já era passado, aquela época que nada ficou registrado. Ele guardava pouquíssimas fotos, e nos últimos anos, desde a adolescência, nenhuma a mais entrou para o seu álbum particular. Ele simplesmente não tinha história. Nem fotos, nem vídeos. Ele simplesmente não existia.

domingo, 24 de abril de 2011

Nostalgie...

Um mês depois, as lembranças não haviam passado. Um mês não era nada, para dez anos de convivência.
A saudade congelara, e virara uma pedra de gelo no seu coração. Evitava tocar, para não derreter e molhar suas mãos. Congelava suas mãos, congelava suas falas.
A dor da perda não é uma dor que se perde facilmente...

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Às 23:15,

ele olhou através da janela a noite nua, sem lua. Poucas nuvens, as estrelas pareciam querer brilhar em outro lugar. A noite estava fria e faísca.

Assim como seu coração. Ele apaixonara-se uma vez, mas 365 dias depois ele espantava-se por não sentir mas nada por aquela quem ele antes idolatrava. Como pode ser assim, o sentimento humano? Conversava sobre ela como se tratasse de um parente distante. Descobriu que ela estava com outra pessoa. Pouco importava. As noites sem sono, as ligações aguardadas que nunca vinham, todas as situações de quem se apaixona pareciam agora coisas normais, assim como o simples fato de completar ano. O existir sempre o espantara, mas o sentir sempre o intrigou muito mais.

Ele fechou a janela. As luzes apagadas, o céu parecia mais claro. Ele deitou-se. Sabia que, em algum lugar, o sol brilhava.

quinta-feira, 3 de março de 2011

Mistério

Existe algo mais misterioso que esperar?

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

      A noite caiu. Ele sentia que ainda não estava pronto para deixar aquele dia  partir. Permitir que aquelas 24 horas tornarem-se apenas mais um quadrado no calendário, que havia passado.
      Estando entre o passado e o presente. E o que fazer, quando tudo que se tem está acabado, ou ainda nem começou?
     Dormir seria admitir que sua vida era apenas uma rotina. Uma voz dentro dele ecoava; algo dentro dele pedia; de algo seu coração sentia falta...
    Adormeceu. A noite sem estrelas e sem lua.